
Uma história mais perdida numa efémera eternidade. Uma mais de tantas outras cujos segredos morrem de alergia ao pó. Duas mãos entrelaçadas debaixo da mesa do café, duas cumplicidades abandonadas no mais fundo da retina, invisíveis apenas aos mais atentos. Dois destinos divergentes que se interceptam aqui e ali, múltiplas traições. Traições de alma, de futuros e passados transformados num só. Traições da dor e do adesivo que cura a dor. Simultâneas. Num ciclo de instabilidade e amor e mais desamor em crescente proporcionalidade. Dois mares, duas ondas que correm e nunca se chegam a encontrar por morrerem na praia a pensar que fazem amor. E um coração, uma batida a mais que não dorme na noite escura com medo de percorrer todo o corpo e não reencontrar o coração quando voltar.
(“Nem tudo o que nos ata nos pode prender, há sempre uma maneira de recomeçar.")
(“Nem tudo o que nos ata nos pode prender, há sempre uma maneira de recomeçar.")

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