domingo, maio 21, 2006



Não há dia em que não te pense
Nem que seja só por não te pensar
E as paredes nas paredes
Esqueci-me de não nos pintar.
Não há dia na altura
De me esquecer de nos dar um fim
Não há dia desde o dia
Em que a noite se fez de mim…

Não há dia em que não te adormeça
Nem que seja para me dormir
E a cama na cama
Esqueci-me de não nos sentir.
Noite do corpo nos lençóis
Ou no tecto do colchão
Não há dia na altura
Do não esquecer de te dar a mão.

Não há dia em que não te olhe
Nem que seja só para nos ver
E o tempo no tempo
Esqueci-me de não nos ter.
Não há dia na hora
Do embaciado do avesso
Ou nas 24 horas que te choro
Das 25 em que te penso.

Não há dia em que não te sinta
Nem que seja por não o conseguir evitar
E em ti, por ti, a ti
Esqueci-me de não me dar.
Não há dia quando vejo
Aquilo que não nos vejo ser
Mas não há hora nem segundo
Que me faça arrepender…

Não há dia Amor, não há dia
Depois do tiro, um tiro, num tiro o mundo
Em que nos puxe do sempre, no sempre, para sempre
Sem ti, sem mim, connosco em tudo.