
“Fosses tu deus, seria eu santo
Alimentado a areia e gafanhotos,
Sem cessar meditando o único nome
Que o horizonte deserto não contém.
Sonho que acordo dentro do meu sonho
Para o saber mais certo e mais real;
Como o místico leio nas entranhas
Da ausência a tua sombra desenhada.
E no entanto és gente, sangue e terra,
Corpo vulgar crescendo para a morte;
Incerto no que fazes, no que sentes,
E cioso do tempo que me dás.
Porque sei que me esqueces é que lembro
Cada instante o que perco e não vem mais.”
Alimentado a areia e gafanhotos,
Sem cessar meditando o único nome
Que o horizonte deserto não contém.
Sonho que acordo dentro do meu sonho
Para o saber mais certo e mais real;
Como o místico leio nas entranhas
Da ausência a tua sombra desenhada.
E no entanto és gente, sangue e terra,
Corpo vulgar crescendo para a morte;
Incerto no que fazes, no que sentes,
E cioso do tempo que me dás.
Porque sei que me esqueces é que lembro
Cada instante o que perco e não vem mais.”
António Franco Alexandre: "Duende"

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